Observar para controlar: os segredos do controle eficiente de pragas no milho

A regra de ouro é: só aplicar inseticidas na área de refúgio se a população de insetos for grande o suficiente para prejudicar a rentabilidade

01 de abril de 2019 às 11h22

Olá, amigo produtor!

Se você adota tecnologia Bt na sua semente de milho, já sabemos que o sistema de manejo de pragas difere um pouco do manejo de uma lavoura convencional. Falei um pouco sobre isso na semana passada, quando abordei a importância das áreas de refúgio. Nelas, precisamos ter um cuidado especial no que se refere ao manejo integrado de pragas (MIP) e ao manejo de resistência de insetos (MRI).

O princípio básico do MIP é monitorar a lavoura e só aplicar inseticidas um pouco antes das pragas atingirem o nível de dano econômico (nível em que a população de insetos é grande o suficiente para prejudicar a rentabilidade). Isso ajuda a manter a eficiência da tecnologia Bt porque permite que insetos sensíveis à tecnologia sobrevivam, cruzem com os resistentes e gerem uma prole também sensível. É assim que evitaremos o surgimento de insetos resistentes.

Componentes do Manejo Integrado de Pragas

O monitoramento de pragas da lavoura tem que ser uma prática rotineira desde o início da lavoura. Com o monitoramento você consegue identificar as pragas presentes na lavoura, acompanhar a sua população e decidir quando e como fazer o controle. Uma informação que ajuda muito no monitoramento é conhecer o histórico da área, identificando os principais problemas fitossanitários que ocorreram com o passar das safras.

Para monitorar a lavoura, os pontos de monitoramento e amostragens devem ser feitos em zigue-zague, em “V” ou em “W”. O número de amostras vai depender do estágio da cultura – em alguns, o ataque de pragas é maior – e do custo. O monitoramento de pragas é fundamental em todos os estágios da cultura, desde a implantação até a colheita.

Além disso, todas as partes da planta precisam ser vistoriadas (folhas, colmo e raízes). Cada grupo de pragas possui um padrão de amostragem específico e diferentes níveis de dano econômico. É essencial que, para um bom monitoramento, o técnico ou a pessoa que for fazê-lo conheça os insetos. Isso porque existem espécies que são benéficas para a cultura do milho e diferenciá-las é importante.

Veja abaixo um exemplo de como ser feito o monitoramento em zigue-zague:

Monitoramento em zigue-zague

A utilização de softwares (programas de computador) de monitoramento pode ajudar bastante o produtor no monitoramento da lavoura. Por meio desses programas, é possível acompanhar as áreas que já foram monitoradas, se o tempo gasto está dentro do planejamento e a rota percorrida pelo técnico. Essa abordagem digital também contribui para facilitar o registro dos dados, tornando o processo mais rápido e transparente.

Essa agilidade faz com que a tomada de decisão – de adotar ou não alguma medida de controle – seja realizada de maneira rápida e eficiente. O uso do software, entretanto, não dispensa o trabalho do técnico especializado.

Portanto, o uso de estratégias integras (monitoramento, identificação e momento correto da aplicação) pode fazer com que sua lavoura fique livre de pragas e possa atingir um alto nível de produtividade.

Como está o manejo de pragas da sua propriedade? Você faz uso do MIP e do monitoramento da lavoura? Conte sua experiência, deixe seu comentário. Lembre-se que o Facebook do Boas também te coloca em contato com técnicos especializados.

Até logo!

Observar para controlar: os segredos do controle eficiente de pragas no milho

A regra de ouro é: só aplicar inseticidas na área de refúgio se a população de insetos for grande o suficiente para prejudicar a rentabilidade

01 de abril de 2019 às 11h22

Olá, amigo produtor!

Se você adota tecnologia Bt na sua semente de milho, já sabemos que o sistema de manejo de pragas difere um pouco do manejo de uma lavoura convencional. Falei um pouco sobre isso na semana passada, quando abordei a importância das áreas de refúgio. Nelas, precisamos ter um cuidado especial no que se refere ao manejo integrado de pragas (MIP) e ao manejo de resistência de insetos (MRI).

O princípio básico do MIP é monitorar a lavoura e só aplicar inseticidas um pouco antes das pragas atingirem o nível de dano econômico (nível em que a população de insetos é grande o suficiente para prejudicar a rentabilidade). Isso ajuda a manter a eficiência da tecnologia Bt porque permite que insetos sensíveis à tecnologia sobrevivam, cruzem com os resistentes e gerem uma prole também sensível. É assim que evitaremos o surgimento de insetos resistentes.

Componentes do Manejo Integrado de Pragas

O monitoramento de pragas da lavoura tem que ser uma prática rotineira desde o início da lavoura. Com o monitoramento você consegue identificar as pragas presentes na lavoura, acompanhar a sua população e decidir quando e como fazer o controle. Uma informação que ajuda muito no monitoramento é conhecer o histórico da área, identificando os principais problemas fitossanitários que ocorreram com o passar das safras.

Para monitorar a lavoura, os pontos de monitoramento e amostragens devem ser feitos em zigue-zague, em “V” ou em “W”. O número de amostras vai depender do estágio da cultura – em alguns, o ataque de pragas é maior – e do custo. O monitoramento de pragas é fundamental em todos os estágios da cultura, desde a implantação até a colheita.

Além disso, todas as partes da planta precisam ser vistoriadas (folhas, colmo e raízes). Cada grupo de pragas possui um padrão de amostragem específico e diferentes níveis de dano econômico. É essencial que, para um bom monitoramento, o técnico ou a pessoa que for fazê-lo conheça os insetos. Isso porque existem espécies que são benéficas para a cultura do milho e diferenciá-las é importante.

Veja abaixo um exemplo de como ser feito o monitoramento em zigue-zague:

Monitoramento em zigue-zague

A utilização de softwares (programas de computador) de monitoramento pode ajudar bastante o produtor no monitoramento da lavoura. Por meio desses programas, é possível acompanhar as áreas que já foram monitoradas, se o tempo gasto está dentro do planejamento e a rota percorrida pelo técnico. Essa abordagem digital também contribui para facilitar o registro dos dados, tornando o processo mais rápido e transparente.

Essa agilidade faz com que a tomada de decisão – de adotar ou não alguma medida de controle – seja realizada de maneira rápida e eficiente. O uso do software, entretanto, não dispensa o trabalho do técnico especializado.

Portanto, o uso de estratégias integras (monitoramento, identificação e momento correto da aplicação) pode fazer com que sua lavoura fique livre de pragas e possa atingir um alto nível de produtividade.

Como está o manejo de pragas da sua propriedade? Você faz uso do MIP e do monitoramento da lavoura? Conte sua experiência, deixe seu comentário. Lembre-se que o Facebook do Boas também te coloca em contato com técnicos especializados.

Até logo!