Produção do algodão: como manejar certo e adubar com eficiência

Olá, amigo produtor!

Cerca de 90% de toda a produção de algodão no Brasil acontece no bioma Cerrado. Apesar de toda a tecnologia e pesquisa empregada para a melhor produtividade nesse bioma, os solos do Cerrado apresentam baixa fertilidade natural, elevada acidez, altos teores de alumínio tóxico às plantas e baixa reserva de nutrientes, principalmente fósforo. Por esses motivos, são necessárias algumas correções antes de se iniciar o cultivo.

Para realizarmos qualquer manejo nutricional, precisamos saber como está o nosso solo. Isso quer dizer identificar os nutrientes presentes e disponíveis por meio da análise química. Ela é uma fotografia do que temos naquele momento e os indica o que precisaremos alterar para atingir nosso objetivo de obter boa produtividade e elevada qualidade de fibra. Outra análise que também é importante é a foliar. É ela que vai nos mostrar como os nutrientes do solo estão disponíveis nas plantas.

Plantação de algodão

Como o algodoeiro tem elevada sensibilidade à acidez do solo, esse aspecto deve ser constantemente monitorado uma vez que a utilização de adubos nitrogenados causa uma contínua acidificação. Para a cultura do algodão, o alumínio (Al) tóxico é uma das grandes causas da diminuição da produtividade. Baixos teores de cálcio (Ca) e magnésio (Mg) e a baixa disponibilidade de fósforo (P) também impedem o desempenho ótimo da planta.

O algodoeiro é exigente em termos nutricionais. As quantidades ideais de nutrientes para se produzir uma tonelada de pluma são (em kg/ha):

  • 69 de nitrogênio (N),
  • 26 de fósforo (P),
  • 73 de potássio (K),
  • 36 de cálcio (Ca),
  • 27 de magnésio (Mg) e
  • 6 de enxofre (S).

Temos que tomar cuidado, entretanto, com a lógica de “quanto mais se aduba, mais se produz”. O uso em excesso de nutrientes no solo, além de elevar ainda mais o custo de produção, pode causar deficiências nutricionais induzidas e ainda não disponibilizar micronutrientes para as plantas. A aplicação elevada de adubo potássico, por exemplo, pode prejudicar a emergência das plantas. A adubação nitrogenada mais tardia, por sua vez, aumenta o ciclo da cultura.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Ana Luiza Borin, “melhorias significativas da eficiência do uso dos fertilizantes podem ocorrer com mudanças nos sistemas de cultivo; com a introdução de culturas de cobertura do solo; com o uso de variedades mais eficientes e produtivas; com aplicação da dose com a fonte correta, no local adequado e na melhor época; com equilíbrio nas quantidades de nutrientes aplicadas e com rotação de culturas, preconizando a adubação das plantas do sistema produtivo”.

E você, amigo produtor, mande sua dúvida e comentário para a gente. Não se esqueça que o Facebook do BOAS é um canal direto com os nossos técnicos.

Até logo!

2 respostas para “Produção do algodão: como manejar certo e adubar com eficiência”

  1. Cristiano disse:

    Olá, me chamo Cristiano. Gostaria de saber qual o cuto medio de produção por ha do algodão. Minhas areas estão no Sul do Pará. Como vender e ora onde. Obrigado.

    • Chico disse:

      Oi Cristiano,

      O custo médio da produção de algodão vai depender da tecnificação da sua lavoura. Os preços variam muito também por causa da cotação do dólar. O custo de produção também varia conforme a produtividade da lavoura. No geral, o custo está em torno de R$ 9.500,00 por hectare, considerando uma produção de 121 @ pluma/ha e o dólar a R$ 3,88. Nesse link (http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/18022019092039.pdf) tem o custo detalhado feito pelo IMEA para safra 19/20.

      Quanto à venda, você pode vender o algodão em caroço ou a pluma, depois que é beneficiada. Você precisa saber se na sua região tem alguma algodoeira que pode comprar e beneficiar sua produção. Cooperativas de produtores também são um bom caminho para se informar.

      Abraços.

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