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Plantas daninhas não trazem “dano” apenas no nome

Os prejuízos podem chegar até 90%, se nenhum dos métodos de controle for utilizado.

07 de outubro de 2019 às 10h00

Olá, amigo produtor!

Sabemos que o trabalho da próxima safra começa bem antes da semente estar no campo. Entre todos os processos, precisamos controlar as plantas daninhas para que não tenhamos prejuízos na nova safra que se inicia. 

Plantas daninhas são todas as vegetações que estão na lavoura e não são parte da cultura principal, competindo com estas últimas por água, espaço, luz e nutrientes. Os prejuízos podem chegar até 90%, se nenhum dos métodos de controle for utilizado. 

Os danos que uma planta daninha pode causar variam conforme a cultura principal que ela está infestando, além de sua distribuição, número de espécies contidas na área infestada e tempo em que a planta daninha fica na lavoura junto da cultura principal.

Controle de plantas daninhas

Dentro das Boas Práticas Agronômicas (BOAS), adotar a dessecação antecipada (ou dessecação pré-plantio) no manejo nos ajuda a combater e controlar as plantas daninhas. Trata-se da eliminação da vegetação existente em uma área, antes da semeadura de uma determinada cultura.

As aplicações de herbicidas se iniciam aproximadamente 30 dias antes do início da semeadura. E, com isso, podemos usar herbicidas sobre o solo ou sobre as folhas das plantas, sendo eles sistêmicos ou de contato.

Depois que nossa cultura principal já está instalada, precisamos ter um manejo eficiente das plantas daninhas, e utilizar o Manejo Integrado de Plantas Daninhas – MIPD – assim como para pragas, o MIP.

No Brasil, temos 50 casos de plantas daninhas resistentes a herbicidas. Isso acontece devido ao uso de um mesmo defensivo agrícola por várias safras seguidas e/ou pela não substituição do modo de ação do produto.

 

Modo de Ação: é como o ingrediente ativo que compõe o defensivo agrícola irá atuar no organismo. Ou seja, como ele irá controlar o alvo.

 

Por isso, e para termos uma agricultura mais sustentável. Devemos usar outros tipos de controle para plantas daninhas. Reduzindo as espécies indesejadas durante o período crítico da cultura, quando a infestação pode causar danos irreversíveis.

Métodos de controle alternativos ao químico do MIPD

  1. Controle preventivo: limpeza rigorosa de implementos e maquinário e uso de sementes certificadas. Boas práticas previnem a entrada de sementes de plantas daninhas no campo de cultivo e, por conta disso, impedem sua proliferação.
  2. Controle cultural: consiste na escolha de espécies adaptadas a regiões do plantio; época, densidade e espaçamento adequados; rotação de culturas. O sistema de plantio direto (SPD) é uma prática muito eficiente no controle de plantas daninhas.
  3. Controle físico: pode ser realizado por solarização, fogo e inundação.
  4. Controle mecânico: feito por meio do arranquio manual ou uso de implementos como enxada e cultivadores (enxada fixa ou rotativa).

As plantas daninhas são um problema na sua lavoura? Conte a sua experiência em seu comentário.

Até logo!

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Plantas daninhas não trazem “dano” apenas no nome

Os prejuízos podem chegar até 90%, se nenhum dos métodos de controle for utilizado.

07 de outubro de 2019 às 10h00

Olá, amigo produtor!

Sabemos que o trabalho da próxima safra começa bem antes da semente estar no campo. Entre todos os processos, precisamos controlar as plantas daninhas para que não tenhamos prejuízos na nova safra que se inicia. 

Plantas daninhas são todas as vegetações que estão na lavoura e não são parte da cultura principal, competindo com estas últimas por água, espaço, luz e nutrientes. Os prejuízos podem chegar até 90%, se nenhum dos métodos de controle for utilizado. 

Os danos que uma planta daninha pode causar variam conforme a cultura principal que ela está infestando, além de sua distribuição, número de espécies contidas na área infestada e tempo em que a planta daninha fica na lavoura junto da cultura principal.

Controle de plantas daninhas

Dentro das Boas Práticas Agronômicas (BOAS), adotar a dessecação antecipada (ou dessecação pré-plantio) no manejo nos ajuda a combater e controlar as plantas daninhas. Trata-se da eliminação da vegetação existente em uma área, antes da semeadura de uma determinada cultura.

As aplicações de herbicidas se iniciam aproximadamente 30 dias antes do início da semeadura. E, com isso, podemos usar herbicidas sobre o solo ou sobre as folhas das plantas, sendo eles sistêmicos ou de contato.

Depois que nossa cultura principal já está instalada, precisamos ter um manejo eficiente das plantas daninhas, e utilizar o Manejo Integrado de Plantas Daninhas – MIPD – assim como para pragas, o MIP.

No Brasil, temos 50 casos de plantas daninhas resistentes a herbicidas. Isso acontece devido ao uso de um mesmo defensivo agrícola por várias safras seguidas e/ou pela não substituição do modo de ação do produto.

 

Modo de Ação: é como o ingrediente ativo que compõe o defensivo agrícola irá atuar no organismo. Ou seja, como ele irá controlar o alvo.

 

Por isso, e para termos uma agricultura mais sustentável. Devemos usar outros tipos de controle para plantas daninhas. Reduzindo as espécies indesejadas durante o período crítico da cultura, quando a infestação pode causar danos irreversíveis.

Métodos de controle alternativos ao químico do MIPD

  1. Controle preventivo: limpeza rigorosa de implementos e maquinário e uso de sementes certificadas. Boas práticas previnem a entrada de sementes de plantas daninhas no campo de cultivo e, por conta disso, impedem sua proliferação.
  2. Controle cultural: consiste na escolha de espécies adaptadas a regiões do plantio; época, densidade e espaçamento adequados; rotação de culturas. O sistema de plantio direto (SPD) é uma prática muito eficiente no controle de plantas daninhas.
  3. Controle físico: pode ser realizado por solarização, fogo e inundação.
  4. Controle mecânico: feito por meio do arranquio manual ou uso de implementos como enxada e cultivadores (enxada fixa ou rotativa).

As plantas daninhas são um problema na sua lavoura? Conte a sua experiência em seu comentário.

Até logo!