Suíços vão às urnas para decidir sobre chifres das vacas

Questão tem dividido o país europeu e fazendeiros pedem subsídios para animais que tenham seus chifres mantidos em tamanho natural

22 de novembro de 2018 às 13h57

Questão tem dividido o país europeu e fazendeiros pedem subsídios para animais que tenham seus chifres mantidos em tamanho natural

Foto: Pixabay

A pecuária da Suíça está no centro das atenções do país nas últimas semanas por causa da votação de um referendo que tem dividido a população e o setor produtivo local. No próximo domingo, dia 25, será decidido se as vacas deverão ou não manter seus chifres naturais.

A votação vem de um debate travado pelo produtor rural Armin Capaul nos últimos nove anos. Segundo ele, trata-se de uma questão sobre “a dignidade do gado”. Em entrevistas à imprensa local, Capaul defendeu o direito de as vacas serem quem elas são, alegando que a retirada dos chifres as deixam mais tristes e sem identidade.

Segundo Capaul, cerca de três quartos das vacas suíças são desmamadas ou geneticamente sem chifres. Para ele, os chifres ajudam as vacas a se comunicarem e ainda regulam a temperatura corporal.

O referendo requer que seja dado um subsídio anual de 190 francos suíços (cerca de R$ 730) por animal com chifre mantido pelos pecuaristas. A votação só foi possível após o produtor rural recolher mais de 100 mil assinaturas por todo o país.

Armin Capaul lidera a iniciativa que luta pela manutenção natural dos chifres das vacas suíças

A favor da manutenção dos chifres estão quem se opõe à retirada dos cornos queimando o chifre do bezerro sedados. Por outro lado, defensores da técnica dizem que o ato é comparável à castração de gatos ou cachorros, argumentando que a retirada dos chifres é uma questão de segurança para as outras vacas e para os humanos.

Caso a proposta seja aprovada, o governo deverá desembolsar cerca de 30 milhões de francos do orçamento anual de 3 bilhões destinados à agropecuária.

“Na Suíça, é comum que as questões sejam levadas ao povo em votação – todas as questões importantes ou menos importantes”, declarou o ministro da Economia suíço, Johann Schneider-Ammann.

Suíços vão às urnas para decidir sobre chifres das vacas

Questão tem dividido o país europeu e fazendeiros pedem subsídios para animais que tenham seus chifres mantidos em tamanho natural

22 de novembro de 2018 às 13h57

Questão tem dividido o país europeu e fazendeiros pedem subsídios para animais que tenham seus chifres mantidos em tamanho natural

Foto: Pixabay

A pecuária da Suíça está no centro das atenções do país nas últimas semanas por causa da votação de um referendo que tem dividido a população e o setor produtivo local. No próximo domingo, dia 25, será decidido se as vacas deverão ou não manter seus chifres naturais.

A votação vem de um debate travado pelo produtor rural Armin Capaul nos últimos nove anos. Segundo ele, trata-se de uma questão sobre “a dignidade do gado”. Em entrevistas à imprensa local, Capaul defendeu o direito de as vacas serem quem elas são, alegando que a retirada dos chifres as deixam mais tristes e sem identidade.

Segundo Capaul, cerca de três quartos das vacas suíças são desmamadas ou geneticamente sem chifres. Para ele, os chifres ajudam as vacas a se comunicarem e ainda regulam a temperatura corporal.

O referendo requer que seja dado um subsídio anual de 190 francos suíços (cerca de R$ 730) por animal com chifre mantido pelos pecuaristas. A votação só foi possível após o produtor rural recolher mais de 100 mil assinaturas por todo o país.

Armin Capaul lidera a iniciativa que luta pela manutenção natural dos chifres das vacas suíças

A favor da manutenção dos chifres estão quem se opõe à retirada dos cornos queimando o chifre do bezerro sedados. Por outro lado, defensores da técnica dizem que o ato é comparável à castração de gatos ou cachorros, argumentando que a retirada dos chifres é uma questão de segurança para as outras vacas e para os humanos.

Caso a proposta seja aprovada, o governo deverá desembolsar cerca de 30 milhões de francos do orçamento anual de 3 bilhões destinados à agropecuária.

“Na Suíça, é comum que as questões sejam levadas ao povo em votação – todas as questões importantes ou menos importantes”, declarou o ministro da Economia suíço, Johann Schneider-Ammann.