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Você beberia vodca feita com grãos de Chernobyl?

Cientistas querem provar que é seguro consumir produtos obtidos na área onde houve o acidente nuclear; parte do lucro vai para apoio à população local

18 de agosto de 2019 às 18h00
Atomik Vodka produzida com centeio de Chernobyl

A água usada para diluir o destilado é do aquífero profundo abaixo de Chernobyl, cerca de 10 km ao sul da usina nuclear. Foto: Atomik Vodka/divulgação

Cientistas britânicos e ucranianos estão tentando provar que áreas de Chernobyl, na Ucrânia, são capazes de produzir safras seguras para consumo humano. Para começar a provar sua tese, os pesquisadores criaram a Atomik Vodka, bebida artesanal feita a partir do centeio cultivado na região.

O grupo estudou a quantidade de radioatividade transferida do solo para as culturas nas áreas abandonadas, mais de 30 anos após o acidente nuclear na usina de Chernobyl. “Descobrimos que, em nosso local na principal zona de exclusão, o césio radioativo nos grãos estava abaixo do limite ucraniano, que é bastante cauteloso, mas o estrôncio radioativo estava um pouco acima. Mas, quando fizemos a bebida a partir dos grãos, não conseguimos encontrar nenhuma radioatividade no álcool destilado”, dizem.

A água usada para diluir o destilado é do aquífero abaixo da cidade, cerca de 10 km ao sul da usina nuclear onde aconteceu o acidente. “É puro e de alta qualidade, tendo química característica de aquífero de calcário, como encontrado no sul da Inglaterra ou na região de Champagne, na França”, contam.

Plantação em Chernobyl

Foto: Atomik Vodka/divulgação

As plantações ficam em locais onde a terra não pode ser oficialmente usada para agricultura, mas é habitada. Os pesquisadores defendem que a área precisa de desenvolvimento econômico. “Pelo menos 75% dos lucros das vendas da Atomik irão para o apoio às comunidades nas áreas afetadas e à conservação da vida selvagem”, informam.

Infelizmente para quem se animou, a vodca de Chernobyl ainda não está disponível para venda.

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Você beberia vodca feita com grãos de Chernobyl?

Cientistas querem provar que é seguro consumir produtos obtidos na área onde houve o acidente nuclear; parte do lucro vai para apoio à população local

18 de agosto de 2019 às 18h00
Atomik Vodka produzida com centeio de Chernobyl

A água usada para diluir o destilado é do aquífero profundo abaixo de Chernobyl, cerca de 10 km ao sul da usina nuclear. Foto: Atomik Vodka/divulgação

Cientistas britânicos e ucranianos estão tentando provar que áreas de Chernobyl, na Ucrânia, são capazes de produzir safras seguras para consumo humano. Para começar a provar sua tese, os pesquisadores criaram a Atomik Vodka, bebida artesanal feita a partir do centeio cultivado na região.

O grupo estudou a quantidade de radioatividade transferida do solo para as culturas nas áreas abandonadas, mais de 30 anos após o acidente nuclear na usina de Chernobyl. “Descobrimos que, em nosso local na principal zona de exclusão, o césio radioativo nos grãos estava abaixo do limite ucraniano, que é bastante cauteloso, mas o estrôncio radioativo estava um pouco acima. Mas, quando fizemos a bebida a partir dos grãos, não conseguimos encontrar nenhuma radioatividade no álcool destilado”, dizem.

A água usada para diluir o destilado é do aquífero abaixo da cidade, cerca de 10 km ao sul da usina nuclear onde aconteceu o acidente. “É puro e de alta qualidade, tendo química característica de aquífero de calcário, como encontrado no sul da Inglaterra ou na região de Champagne, na França”, contam.

Plantação em Chernobyl

Foto: Atomik Vodka/divulgação

As plantações ficam em locais onde a terra não pode ser oficialmente usada para agricultura, mas é habitada. Os pesquisadores defendem que a área precisa de desenvolvimento econômico. “Pelo menos 75% dos lucros das vendas da Atomik irão para o apoio às comunidades nas áreas afetadas e à conservação da vida selvagem”, informam.

Infelizmente para quem se animou, a vodca de Chernobyl ainda não está disponível para venda.