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A Bipolaridade Brasileira

Brigamos contra os impostos (Funrural, CIDE, PIS, COFINS, etc.), mas gostamos de estatais, pedimos que o governo interceda a toda hora nos preços e adoramos uma “tetinha”. É preciso entender que toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício…

21 de maio de 2018 às 20h00

Brigamos contra os impostos (Funrural, CIDE, PIS, COFINS, etc.), mas gostamos de estatais, pedimos que o governo interceda a toda hora nos preços e adoramos uma “tetinha”.

É preciso entender que toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício para um setor, que outros setores, ou o conjunto da sociedade terá que pagar.

Devido a ineficiência dos governos, falta de concorrência e licitações viciadas, devido a falta de produtividade e altos salários, boa parte do arrecadado fica pelo caminho. Além disso, temos um terrível efeito colateral: toda vez que um setor “ganha” algo, esse “presente” autoriza e estimula outros setores a procederem da mesma forma e isso nunca terá fim. A menos que todos parem de pedir.

Nós (nossas atitudes e nossos representantes) somos responsáveis por tudo o que está aí, inclusive pelo preço do óleo diesel, da gasolina, do leite, do frete, etc.

Hoje acompanhei a reação de alguns políticos e fiquei triste, assustado e preocupado com as soluções milagrosas que sempre surgem nesta hora. O Caminho fácil sempre é o do preço mínimo, do subsídio e da interferência do governo na política de preços da estatal. Sempre mais do mesmo: regulamentações e mais regulamentações. Que tal melhorar a produtividade dos governos e das estatais para que os impostos diminuam e sobre dinheiro no bolso de quem produz e se arrisca?

Governos inchados, incompetentes, corruptos, estatais e monopólios como a Petrobrás encarecem tudo. Enquanto no Brasil há a Petrobrás, nos EUA há mais de trinta empresas competindo. Saiba que a concorrência é a única lei que ajuda o consumidor. Lá o preço dos combustíveis é muito menor do que aqui.

Por isso que a luta dos caminhoneiros não pode ser a luta de uma categoria por mais uma “teta” (frete mínimo, subsídio para óleo diesel, etd.), essa luta deve ser de toda a sociedade pelo fim dos monopólios estatais no Brasil, pelo fim da CIDE, do PIS e do COFINS, para todos. No caso da gasolina, 56% do valor são impostos.

Vamos nos unir pelo fim “do nós contra eles”, pelo fim dos programas “minha ‘teta’, minha vida”, lutemos pela produtividade dos governos e para que o dinheiro fique no bolso de quem produz e se arrisca por algo.

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A Bipolaridade Brasileira

Brigamos contra os impostos (Funrural, CIDE, PIS, COFINS, etc.), mas gostamos de estatais, pedimos que o governo interceda a toda hora nos preços e adoramos uma “tetinha”. É preciso entender que toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício…

21 de maio de 2018 às 20h00

Brigamos contra os impostos (Funrural, CIDE, PIS, COFINS, etc.), mas gostamos de estatais, pedimos que o governo interceda a toda hora nos preços e adoramos uma “tetinha”.

É preciso entender que toda vez que reivindicamos algo, automaticamente credenciamos políticos e o governo a aumentarem impostos para bancar tal despesa. Isso geralmente acontece como um benefício para um setor, que outros setores, ou o conjunto da sociedade terá que pagar.

Devido a ineficiência dos governos, falta de concorrência e licitações viciadas, devido a falta de produtividade e altos salários, boa parte do arrecadado fica pelo caminho. Além disso, temos um terrível efeito colateral: toda vez que um setor “ganha” algo, esse “presente” autoriza e estimula outros setores a procederem da mesma forma e isso nunca terá fim. A menos que todos parem de pedir.

Nós (nossas atitudes e nossos representantes) somos responsáveis por tudo o que está aí, inclusive pelo preço do óleo diesel, da gasolina, do leite, do frete, etc.

Hoje acompanhei a reação de alguns políticos e fiquei triste, assustado e preocupado com as soluções milagrosas que sempre surgem nesta hora. O Caminho fácil sempre é o do preço mínimo, do subsídio e da interferência do governo na política de preços da estatal. Sempre mais do mesmo: regulamentações e mais regulamentações. Que tal melhorar a produtividade dos governos e das estatais para que os impostos diminuam e sobre dinheiro no bolso de quem produz e se arrisca?

Governos inchados, incompetentes, corruptos, estatais e monopólios como a Petrobrás encarecem tudo. Enquanto no Brasil há a Petrobrás, nos EUA há mais de trinta empresas competindo. Saiba que a concorrência é a única lei que ajuda o consumidor. Lá o preço dos combustíveis é muito menor do que aqui.

Por isso que a luta dos caminhoneiros não pode ser a luta de uma categoria por mais uma “teta” (frete mínimo, subsídio para óleo diesel, etd.), essa luta deve ser de toda a sociedade pelo fim dos monopólios estatais no Brasil, pelo fim da CIDE, do PIS e do COFINS, para todos. No caso da gasolina, 56% do valor são impostos.

Vamos nos unir pelo fim “do nós contra eles”, pelo fim dos programas “minha ‘teta’, minha vida”, lutemos pela produtividade dos governos e para que o dinheiro fique no bolso de quem produz e se arrisca por algo.

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