Importância da estrutura do solo para a produção agrícola

Alvadi Antonio Balbinot Junior, Julio Cezar Franchini e Henrique Debiasi, pesquisadores da Embrapa Soja A estrutura do solo é a forma como as partículas minerais (areia, silte e argila) e orgânicas do solo estão organizadas no espaço. A estrutura do solo influencia a aeração, a infiltração e disponibilidade de água, a atividade biológica e vários…

23 de abril de 2019 às 14h13

Alvadi Antonio Balbinot Junior, Julio Cezar Franchini e Henrique Debiasi, pesquisadores da Embrapa Soja

A estrutura do solo é a forma como as partículas minerais (areia, silte e argila) e orgânicas do solo estão organizadas no espaço. A estrutura do solo influencia a aeração, a infiltração e disponibilidade de água, a atividade biológica e vários atributos químicos, interferindo na produtividade das culturas. A estrutura ideal é aquela que permite que o solo sustente altas produtividades agrícolas e, ao mesmo tempo, desempenhe as suas funções ambientais. Pesquisas recentes têm apontado cinco evidências em solos com adequada estrutura:

1) Raízes sem comprometimento do crescimento em profundidade;
2)Predomínio de agregados com tamanho de 1 a 4 cm, arredondados e com linhas de ruptura sem orientação definida;
3)Presença de agregados grumosos;
4)Ausência de partículas de areia, silte ou argila desagregadas. Ou seja, o solo não pode estar “pulverizado”; e
5)Alta atividade biológica, observando-se os próprios organismos ou as galerias formadas pelos mesmos.

A Figura 1 mostra três tipos de estrutura: desagregada, com estrutura mais adequada e compactada. O solo não pode ser muito “pulverizado”, sem agregados, porque retém pouca água e é muito suscetível à erosão e à compactação decorrente de alguma pressão mecânica. Por outro lado, não pode ser muito compactado, principalmente porque a resistência à penetração das raízes é muito grande, além de reduzir a infiltração de água e oxigênio no solo.

Para avaliação de atributos químicos do solo há metodologias quantitativas consagradas, contudo para a avaliação consistente da estrutura física do solo é necessário o uso de metodologias qualitativas, que podem ser visuais, como por exemplo, o DRES (Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo), cuja metodologia completa pode ser acessada em https://www.embrapa.br/dres.

Há várias práticas de manejo que podem manter ou, idealmente, melhorar a estrutura do solo. A inserção de espécies com crescimento de raízes vigoroso nos sistemas de produção, como as braquiárias ou a aveia-preta, é fundamental para melhorar a estrutura do solo em Sistema Plantio Direto (SPD). Além disso, o emprego dos fundamentos do SPD – rotação de culturas, mínima mobilização e cobertura permanente do solo são essenciais na manutenção da estrutura do solo. Nesse contexto, o uso de práticas de manejo que permitam a manutenção/melhoria da estrutura do solo é determinante para a obtenção de alta produtividade e rentabilidade nos sistemas de produção agrícola.

Importância da estrutura do solo para a produção agrícola

Alvadi Antonio Balbinot Junior, Julio Cezar Franchini e Henrique Debiasi, pesquisadores da Embrapa Soja A estrutura do solo é a forma como as partículas minerais (areia, silte e argila) e orgânicas do solo estão organizadas no espaço. A estrutura do solo influencia a aeração, a infiltração e disponibilidade de água, a atividade biológica e vários…

23 de abril de 2019 às 14h13

Alvadi Antonio Balbinot Junior, Julio Cezar Franchini e Henrique Debiasi, pesquisadores da Embrapa Soja

A estrutura do solo é a forma como as partículas minerais (areia, silte e argila) e orgânicas do solo estão organizadas no espaço. A estrutura do solo influencia a aeração, a infiltração e disponibilidade de água, a atividade biológica e vários atributos químicos, interferindo na produtividade das culturas. A estrutura ideal é aquela que permite que o solo sustente altas produtividades agrícolas e, ao mesmo tempo, desempenhe as suas funções ambientais. Pesquisas recentes têm apontado cinco evidências em solos com adequada estrutura:

1) Raízes sem comprometimento do crescimento em profundidade;
2)Predomínio de agregados com tamanho de 1 a 4 cm, arredondados e com linhas de ruptura sem orientação definida;
3)Presença de agregados grumosos;
4)Ausência de partículas de areia, silte ou argila desagregadas. Ou seja, o solo não pode estar “pulverizado”; e
5)Alta atividade biológica, observando-se os próprios organismos ou as galerias formadas pelos mesmos.

A Figura 1 mostra três tipos de estrutura: desagregada, com estrutura mais adequada e compactada. O solo não pode ser muito “pulverizado”, sem agregados, porque retém pouca água e é muito suscetível à erosão e à compactação decorrente de alguma pressão mecânica. Por outro lado, não pode ser muito compactado, principalmente porque a resistência à penetração das raízes é muito grande, além de reduzir a infiltração de água e oxigênio no solo.

Para avaliação de atributos químicos do solo há metodologias quantitativas consagradas, contudo para a avaliação consistente da estrutura física do solo é necessário o uso de metodologias qualitativas, que podem ser visuais, como por exemplo, o DRES (Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo), cuja metodologia completa pode ser acessada em https://www.embrapa.br/dres.

Há várias práticas de manejo que podem manter ou, idealmente, melhorar a estrutura do solo. A inserção de espécies com crescimento de raízes vigoroso nos sistemas de produção, como as braquiárias ou a aveia-preta, é fundamental para melhorar a estrutura do solo em Sistema Plantio Direto (SPD). Além disso, o emprego dos fundamentos do SPD – rotação de culturas, mínima mobilização e cobertura permanente do solo são essenciais na manutenção da estrutura do solo. Nesse contexto, o uso de práticas de manejo que permitam a manutenção/melhoria da estrutura do solo é determinante para a obtenção de alta produtividade e rentabilidade nos sistemas de produção agrícola.