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Entenda a importância da densidade de semeadura na produtividade da soja

O custo com sementes aumentou significativamente e, por isso, é necessário utilizar esse insumo com a máxima racionalidade

30 de julho de 2019 às 16h50

Alvadi Antonio Balbinot Junior, pesquisador da Embrapa Soja

O ajuste da quantidade de sementes de soja por hectare – densidade de semeadura – é uma prática de manejo importante para obtenção de altas produtividades, com menor custo possível. Na última década, o custo com sementes de soja aumentou significativamente, sobretudo em função da taxa tecnológica das sementes transgênicas. Por isso, é necessário utilizar esse insumo com a máxima racionalidade.

Em geral, a faixa de densidade de semeadura indicada para a maioria das cultivares de soja é relativamente ampla, em função da grande capacidade de crescimento da cultura quando existe disponibilidade de espaço e recursos (água, nutrientes e luz). Essa capacidade é definida como “plasticidade fenotípica”. Embora a produção de grãos em cada haste da planta tenda a aumentar frente à redução da população de plantas, o principal mecanismo que a planta de soja possui para compensar baixas populações é a emissão de mais e maiores ramos (ver figura). A plasticidade fenotípica da soja depende muito da cultivar e das condições de ambiente. Quanto mais favoráveis são as condições ambientais à cultura, maior é a capacidade de compensação da baixa população pelo aumento do número de ramos, do número de vagens por planta e, consequentemente, de grãos por planta.

As principais consequências do uso de densidades de semeadura abaixo do indicado pelos obtentores das cultivares são: maior risco de falhas de estande, menor fechamento do dossel, aumento da incidência de plantas daninhas, redução de inserção da primeira vagem (o que pode aumentar as perdas na colheita) e redução de produtividade. Por outro lado, as principais consequências do uso de densidades excessivamente altas, acima do indicado pelos obtentores são: aumento do risco de acamamento e da incidência de doenças, incremento dos custos com sementes e seu tratamento e redução da produtividade. Salienta-se que é frequente a observação de lavouras com populações de plantas muito altas, o que tem causado redução de produtividade e aumento do custo de produção. Nesse contexto, fica claro a importância do uso de sementes com alta qualidade fisiológica, física e sanitária e da adequada regulagem das semeadoras no sentido de garantir o estabelecimento da população ideal de plantas recomendada pelo obtentor da cultivar a ser utilizada.

Emissão de ramos pela soja frente ao aumento da disponibilidade de espaço, água, luz e nutrientes.

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Entenda a importância da densidade de semeadura na produtividade da soja

O custo com sementes aumentou significativamente e, por isso, é necessário utilizar esse insumo com a máxima racionalidade

30 de julho de 2019 às 16h50

Alvadi Antonio Balbinot Junior, pesquisador da Embrapa Soja

O ajuste da quantidade de sementes de soja por hectare – densidade de semeadura – é uma prática de manejo importante para obtenção de altas produtividades, com menor custo possível. Na última década, o custo com sementes de soja aumentou significativamente, sobretudo em função da taxa tecnológica das sementes transgênicas. Por isso, é necessário utilizar esse insumo com a máxima racionalidade.

Em geral, a faixa de densidade de semeadura indicada para a maioria das cultivares de soja é relativamente ampla, em função da grande capacidade de crescimento da cultura quando existe disponibilidade de espaço e recursos (água, nutrientes e luz). Essa capacidade é definida como “plasticidade fenotípica”. Embora a produção de grãos em cada haste da planta tenda a aumentar frente à redução da população de plantas, o principal mecanismo que a planta de soja possui para compensar baixas populações é a emissão de mais e maiores ramos (ver figura). A plasticidade fenotípica da soja depende muito da cultivar e das condições de ambiente. Quanto mais favoráveis são as condições ambientais à cultura, maior é a capacidade de compensação da baixa população pelo aumento do número de ramos, do número de vagens por planta e, consequentemente, de grãos por planta.

As principais consequências do uso de densidades de semeadura abaixo do indicado pelos obtentores das cultivares são: maior risco de falhas de estande, menor fechamento do dossel, aumento da incidência de plantas daninhas, redução de inserção da primeira vagem (o que pode aumentar as perdas na colheita) e redução de produtividade. Por outro lado, as principais consequências do uso de densidades excessivamente altas, acima do indicado pelos obtentores são: aumento do risco de acamamento e da incidência de doenças, incremento dos custos com sementes e seu tratamento e redução da produtividade. Salienta-se que é frequente a observação de lavouras com populações de plantas muito altas, o que tem causado redução de produtividade e aumento do custo de produção. Nesse contexto, fica claro a importância do uso de sementes com alta qualidade fisiológica, física e sanitária e da adequada regulagem das semeadoras no sentido de garantir o estabelecimento da população ideal de plantas recomendada pelo obtentor da cultivar a ser utilizada.

Emissão de ramos pela soja frente ao aumento da disponibilidade de espaço, água, luz e nutrientes.