A vitória de Trump e o agronegócio do Brasil

O mercado financeiro adormeceu otimista e acordou nervoso nesta quarta-feira. A vitória de Donald Trump está gerando preocupação no mercado global, especialmente em relação à falta de previsibilidade que investidores enxergam no perfil do republicano. O dólar à vista abriu com alta superior a 2% e saiu dos R$ 3,17 para R$3,24 na máxima da manhã até agora. O ambiente de mais nervosismo pode afetar as commodities agrícolas negociadas no mercado futuro internacional, o mercado de câmbio e num futuro próximo há quem veja efeitos na dinâmica do comércio global. No entanto, à medida que as horas vão passando, mais gente está enxergando oportunidades do Trump para o agronegócio do Brasil em vez de riscos.

No primeiro momento, em conversas com economistas, analistas de mercado e especialistas em agribusiness surgiram alguns tópicos para avaliação, entre eles: efeitos no mercado de câmbio com tendência de alta para o dólar frente ao real; análises mais extremistas apontando que a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, poderia abandonar o cargo em razão de diferenças com Trump; projeções de que as commodities agrícolas, que são consideradas ativos mais arriscados, poderiam sofrer fuga de capitais, impactos na dinâmica de comércio mundial com expectativa de que Trump seja mais protecionista  o que poderia afetar as negociações internacionais em mercados como a pecuária que depois de anos volta a exportar carne in natura para os EUA; e alterações no mercado de café, já que o Brasil é um dos principais exportadores do produto para a maior economia do mundo.

Vale destacar que os estados do cinturão agrícola americano votaram maciçamente no republicano Donald Trump. A edição de Mercado&Cia desta quarta-feira foi especial e atualizamos os impactos por cada cultura como café, soja, milho, carne bovina e arroz além de efeitos no câmbio e na China, veja no link ao lado 5 culturas do agro que vão ser impactas pela eleição de Trump 

Atualizado: 15h15