Multinacional critica regulação de defensivos agrícolas por meio de liminares

Uma das cinco maiores multinacionais do setor de defensivos agrícolas no mundo, a FMC Corporation, criticou a regulação do setor feita por meio de liminares no Brasil. O vice-presidente América Latina da companhia, Ronaldo Pereira, declarou ao ser perguntado sobre a decisão da Justiça Federal de Brasília de suspender por 30 dias os registros de todos os defensivos à base de Glifosato, Abamectina e Tiram. A medida se aplica até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica, com prazo máximo até 31 de dezembro.

“Fica mais difícil em termos de planejamento quando há um horizonte em que a regulação se dá por meio de liminar. Isso traz uma incerteza que o setor não precisa. Não estou questionando se deve ou não ser comercializada uma classe de produtos, mas existem mecanismos para que esse tipo de revisão seja feita. Uma liminar questionar isso na boca da safra deixa o ambiente mais incerto”, disse Pereira.

Em entrevista exclusiva ao Mercado & Companhia, Pereira ainda falou sobre o processo de renovação de moléculas de defensivos agrícolas e quais as apostas da empresa para os próximos anos, como o lançamento de um herbicida para o controle de gramíneas, como o capim amargoso, e de um defensivo voltado para controle de doenças na soja, como a ferrugem asiática.

Confira a entrevista completa:

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