Eurasia Consultoria projeta Bolsonaro e Haddad no segundo turno

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 24% das intenções de voto em pesquisa divulgada na noite desta segunda-feira, dia 10, pelo Instituto Datafolha. Essa é a primeira pesquisa do instituto divulgada após o ataque sofrido por Bolsonaro na última semana e aponta crescimento, além do candidato do PSL, do candidato do PDT, Ciro Gomes, que aparece com 13%, Geraldo Alckmin (PSDB) que subiu para 10% e de Fernando Haddad, do PT, que agora tem 9%. Marina Silva, da Rede, caiu para 11%, de acordo com a pesquisa.

Diante deste cenário, conversamos com o analista da Eurasia Group Silvio Cascione, que prevê uma mudança na disputa eleitoral a partir desta semana, com a provável confirmação de Fernando Haddad como candidato oficial do PT à Presidência da República.

Segundo o analista, o segundo turno mais provável no momento é entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. “Esse é o cenário mais provável, já que o candidato do PSL teve um crescimento modesto, porém consolidado e, por outro lado, temos a iminência da consolidação do nome de Fernando Haddad que, mesmo sem oficializar a candidatura, já chega aos 9% e fica em empate técnico com concorrentes como Ciro, Marina e Geraldo Alckmin”, comentou.

A análise de Sílvio é que o petista obtenha mais votos até o segundo turno e desbanque Ciro Gomes. “O candidato do PDT tem crescido, talvez por causa dessa questão da falta de indicação de alguém do PT. Parte da população não sabe que o candidato do Lula é o Haddad e não o Ciro, mas o crescimento do petista depende da capacidade de convencimento do partido. Se essa capacidade não se consolidar, Ciro Gomes pode ir ao segundo turno”, contou.

Na análise de Silvio Cascione, a nova pesquisa mostra que Bolsonaro ampliou as chances de conquistar um lugar no segundo turno. Porém, a taxa de rejeição dele também subiu.

“Essa taxa de rejeição vem subindo, mas ela ainda não inviabiliza uma vitória de Bolsonaro no segundo turno. Na fase final das eleições, o que conta é o marketing que, se bem trabalhado, pode reverter essa rejeição que é mais recente, ao contrário da rejeição ao PT, que é mais enraizada.”

Segundo o especialista, se o PT for ao segundo turno, o partido será mais atacado e a taxa de rejeição também poderá crescer.

Alckmin e Marina

Silvio analisou que as chances de Geraldo Alckmin passam por uma campanha mais agressiva contra Jair Bolsonaro. “Depois do incidente da facada, o tom da campanha mudou. Alckmin pode ir ao segundo turno, mas depende de uma campanha agressiva e a volta do ritmo normal de campanha será crucial para definir isso”, falou.

Já Marina Silva, na visão do analista, está perdendo forças em um período crucial da campanha. “Ela pode ser considerada uma alternativa, mas precisa se recuperar para chegar ao momento da votação como um nome forte”.

Veja a pesquisa completa do Datafolha: