3 coisas sobre mercado de soja para saber hoje 

 

Com Guerra Comercial, EUA planejam disponibilizar US$ 15bi para compra de produtos dos agricultores norte-americanos 

O governo de Donald Trump planeja disponibilizar cerca de US$ 15 bilhões em auxílio para produtores agrícolas norte-americanos que possam ser atingidos por tarifas da China em meio a um aprofundamento na disputa comercial. Segundo o analista de mercado da Terra Agronegócio, Enio Fernandes, se forem confirmados os recursos para compra de produtos agrícolas haveria impacto em demanda mas com pouco potencial para elevar os preços na bolsa de Chicago.

“Se o governo americano só ajudar subsidiando o produtor americano, o impacto é muito pequeno, porque o problema ainda está lá, vão lidar ainda com estoques altos nos Estados Unidos”explica.

Os preços da soja negociados na bolsa de Chicago encerraram o pregão desta terça-feira com altas superiores a 3%, estimulados pela incerteza climática e atraso no plantio da safra americana.

Mercado Climático: Plantio segue atraso e há previsão de mais chuvas para Corn Belt 

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reportou atraso na semeadura da safra 2019/2020. Para a soja, 9% da área foi plantada até agora, contra 32% na mesma época do ano passado e 29% na média histórica dos últimos 5 anos. Para o milho, 30% da área semeada até agora, contra 59% da mesma época do ano passado e 66% da média histórica.

De acordo com o meteorologista da Somar Meteorologia, Desirée Brandt, há previsão de mais chuva para os próximos dias no cinturão agrícola, o que pode dificultar ainda mais o avanço dos trabalhos em campo.

Puxado por alta de fertilizantes, custo de produção da safra 2019/2020 já é, em média, 10% maior 

Levantamento feito pela CNA revelou que em algumas regiões, como o sudoeste de Goiás, o custo está 12% maior do que na safra passada. O fertilizante é apontado como o vilão, já que em áreas do centro-oeste o aumento variou de 25% a 32%, no sul a variação ficou entre 15% a 22%. Para o assessor técnico da CNA, Alan Malinski, além do fertilizante há outros itens puxando o custo para cima.

“O fertilizante está sendo o principal vilão no aumento dos custos. Em seguida, a gente vê um aumento considerável nos herbicidas que chegaram a aumentar 12%, a mão de obra também está pesando um pouco no aumento, assim, como a semente. Então, fazendo uma compilação desses custos todos, a gente vê que a variação do custo operacional, o custo e desembolso, ele está sendo de 8% a 12% mais alto”, explica.