Agroturismo desponta como novo atrativo da Chapada Diamantina

Nos últimos anos, o campo em cidades da Chapada como Mucugê tem sido alvo de interessados em investir na produção de vinhos e cafés de qualidade, e a novidade mais recente são as frutas vermelhas

16 de maio de 2019 às 01h22

De Vitória da Conquista (BA)

Modelo de negócio relativamente novo no Brasil, o agroturismo desponta como atrativo promissor na Chapada Diamantina (BA), conhecida por suas cachoeiras, cânions, morros, grutas, trilhas e biodiversidade natural que atraem turistas nacionais e internacionais.

O estímulo maior vem da cidade de Mucugê, cidade de pouco mais de 9 mil habitantes que só este ano, segundo a prefeitura, já atraiu para suas áreas rurais mais de mil turistas de vários estados do Brasil, sobretudo do Sudeste.

Nos últimos anos, o campo em cidades da Chapada como Mucugê tem sido alvo de interessados em investir na produção de vinhos e cafés de qualidade, e a novidade mais recente são as frutas vermelhas – morango, framboesa, amora preta e pitaia.

A visão empreendedora tem percebido não só o potencial para produções agrícolas que se desenvolvem melhor em estados do Sul e Sudeste do Brasil como também para empreendimentos de luxo com vistas a atrair turistas para essas áreas.

É o que ocorre, por exemplo, na Fazenda Progresso, de produção de cafés especiais e batata, na zona rural de Mucugê. Por lá está em construção um dos maiores empreendimentos da região: um complexo que reunirá hotel, restaurante e vinícola.

Com investimento estimado em R$ 50 milhões, o complexo deve ficar pronto em dois anos. Para o final de 2020, está prevista a inauguração da vinícola junto com o restaurante e, no ano seguinte, virá o hotel, com 36 leitos.

O projeto do complexo é assinado pela arquiteta Vanja Hertcert, responsável por sofisticados projetos de turismo em vinícolas, como a Pousada Borghetto Sant’Anna e a Villa Michelon, ambos em Bento Gonçalves (RS).

Gestor do projeto, o empresário Fabiano Borré diz que a vinícola e o restaurante devem ser lançados junto com uma nova marca de vinhos de alta qualidade, os quais já estão em envelhecimento na Fazenda Progresso, no pé da Serra do Sincorá.

“Estamos produzindo vinhos experimentais, são vinhos que ficam uns dois anos guardados para serem levados ao mercado”, ele disse, informando em seguida que cultiva uvas de origem francesa numa área de 30 hectares, em expansão.

Os planos são para esse ano ampliar o cultivo de uva em 10 hectares e ano que vem mais 10. Assim, ele vai aproveitar toda a área de 50 hectares que deixou reservada para as parreiras.

Na Fazenda Progresso se cultiva uvas brancas nas variedades Sauvignon Blanc, Chardonnay e Riesling, e uvas tintas do tipo Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Petit Verdot.

Borré observa que o cultivo de uvas do tipo antes era considerado impensável para um estado nordestino, como a Bahia, já que elas são predominantes em áreas frias do Sul do Brasil, em países mais abaixo no hemisfério (como o Chile) ou na Europa.

Na Chapada, ele diz ter encontrado um território – ou “terroir”, como gosta de chamar – perfeito para produzir uvas viníferas de alta qualidade: altitude média de 1.150 metros, amplitude térmica de 10ºC durante o ano e 20ºC na época de maturação. Aliado a isso tem um solo fértil.

“As noites aqui, mesmo com dias mais quentes, são com temperaturas bem amenas, e não chove, temos um clima seco. Então, a qualidade a nossa uva aqui é algo que estamos vendo ocorrer, e pensamos também em cultivar uvas de mesa”, comentou.

Segundo Borré, no complexo em construção será possível fazer cursos sobre culinária, vinhos e cafés – o projeto inclui também uma cafeteria, em 500 hectares da fazenda é produzido o Café Latitude 13. Ano passado, foram colhidos 30 mil sacas de café.

“Queremos estimular o enoturismo, as pessoas querem ver a produção, sentir o cheiro do campo, fazer degustações e compras diretas, ao invés de ir a um supermercado. São experiências novas que estamos construindo”, disse.

Frutas vermelhas

Novas experiências é o que tiveram os turistas que já passaram por duas das cerca de 20 propriedades rurais de Mucugê que desde 2017 deixaram para trás outros cultivos, como de hortaliça, para produzir morango, amora preta, framboesa e pitaia.

No momento, são duas as propriedades que podem receber os turistas na região de Mucugê – as demais estão em processo de estruturação. Elas estão localizadas nas comunidades de Libânio, a 10 km da sede, e Capãozinho, a 38 km.

Na que fica localizada em Capãozinho, o dono, o produtor rural Uvilson Santos Oliveira, 45, disse que está construindo um restaurante para dar mais conforto aos turistas e fazer com que eles aproveitem melhor o dia no campo.

Oliveira conta que há dois anos produz frutas vermelhas. “Antes era só feijão, arroz, hortaliça, mas deixamos boa parte disso para as frutas vermelhas. Fiz cursos em São Paulo e Minas Gerais, vi que aqui tem potencialidade e está dando certo”, falou.

Clima da Chapada favoreceu à produção de frutas vermelhas (Divulgação)

Clima da Chapada favoreceu à produção de frutas vermelhas (Divulgação)

Na propriedade de apenas 8 hectares, ele tem cerca de 2.500 pés de amora. As outras culturas ele não sabe a quantidade certa, mas diz estar tendo boa produtividade em todas elas. Quatro pessoas da família trabalham no sítio e em épocas de colheita se contrata mais seis trabalhadores temporários.

Pelo sítio já passaram, segundo disse, mais de 500 turistas este ano, muitos do Sudeste do país. “Vieram aqui só para tirar a prova de que essas frutas vermelhas que eles só veem lá estavam sendo cultivadas mesmo aqui”, disse, rindo.

A presença do turista é aproveitada para comercialização direta de geleias, licores e frutas in natura ou congeladas. As geleias em potes de 250 gramas saem por R$ 15, e meio litro de licor por R$ 40. Não podem ser feitas colheitas nas visitas.

“Meu foco principal é a fruta congelada. Minha fruta é diferenciada, mando para Salvador, Feira de Santana, hoje eu não dou conta da encomenda. O pacote de meio quilo da amora preta sai por R$ 15, e a framboesa por R$ 25 o quilo”, afirmou.

As visitas são feitas de forma agendada por meio de guias turísticos locais, como Luís Basílio Novaes Ribeiro, que atua no ramo há 27 anos – ele tem 38 anos e preside a Associação de Guias de Visitantes de Mucugê, que tem 35 guias.

A quantidade de visitantes varia – tem vez que é uma pessoa só, ou um ônibus com até 30 pessoas. “O roteiro das frutas vermelhas está ocorrendo agora. Vem gente da Bahia também, para a maioria tudo isso aqui é uma grande novidade”, ele contou.

Nova rota do turismo baiano

Secretário Municipal de Agricultura de Mucugê, Tiago de Souza Profeta disse que a produção de frutas vermelhas teve o incentivo em Mucugê a partir de cursos do Sistema Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“A produtividade de amora preta tem potencial elevado, de mais de 4 quilos por planta”, disse, informando em seguida que está preparando outros produtores da região para receber turista e formatando o circuito das frutas vermelhas.

Até ano que vem, a meta é ter pelo menos dez produtores capacitados para receber os turistas. “Nossa produção de morango é muito boa aqui também, é o forte da agricultura familiar. Temos em torno de 90 produtores de morango”, informou.

“O turismo em área rural é algo fantástico, o turista que tem vindo para Mucugê está interessado em viver experiências, quer ver o morango, ver o fruto no pé, tomar um café ou suco na casa do produtor, coisas simples do campo, e com produtos de qualidade, saudáveis”, emendou.

O secretário Municipal de Turismo, Euvaldo Ribeiro, disse que o setor cresceu 20% nos últimos anos. Atualmente, a cidade está na categoria C no Mapa do Turismo, realizado pelo Ministério do Turismo.

A cidade evoluiu da categoria D para a C em 2018, o que permite receber mais recursos federais para eventos. E a evolução de categoria não ocorreu à toa. A cidade tem se preocupado em administrar melhor o setor e promovido a formalização dos estabelecimentos.’

Com auxílio do Sebrae, dezenas de informais de Mucugê já ganharam registro de microempreendedor individual (MEI). E quem já estava formalizado, passou a registrar em carteira de trabalho os funcionários, o que também contribuiu para profissionalizar o setor.

Com isso, o turismo da cidade passou a ser mais visto por órgãos do governo federal, como o extinto Ministério do Trabalho, a Receita Federal e próprio Ministério do Turismo.

O resultado é que de nove estabelecimentos de hospedagem registrados em 2014, quando foi feito o primeiro Mapa do Turismo, a cidade foi para 28, com 915 leitos.

Aliado a essa formalização, a prefeitura de Mucugê criou um calendário de eventos turísticos que movimenta a cidade o ano todo.

Começa com o Terno de Reis em janeiro, depois Carnaval, Semana Santa, aniversário da cidade, festival gastronômico, festival de corais, festival literário, desafio de mountain bike, festival de forró, corrida de rua e termina com Natal e Réveillon.

“Agora, com o agroturismo, queremos dar novo impulso a nossa cidade e promover nossas produções rurais de alta qualidade, incentivar os produtores e mostrar que as oportunidades estão aí para nos trazer desenvolvimento”, declarou o secretário.

Mês passado, Euvaldo Oliveira esteve com o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco para buscar apoio para a criação da Rota das Frutas Vermelhas e diversificar a atividade turística em Mucugê.

Para Fausto Franco, a região, que já destaque na produção de cafés premiados, será fortalecida também com a criação da rota para a Chapada Diamantina – na Bahia, há projetos também de turismo rural com as rotas do Cacau e do Café.

“A Chapada Diamantina é rica em belezas naturais, cultura e história. Mucugê é um dos principais destinos da região e tem buscado alternativas para combater a sazonalidade do turismo”, disse Franco.


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Agroturismo desponta como novo atrativo da Chapada Diamantina

Nos últimos anos, o campo em cidades da Chapada como Mucugê tem sido alvo de interessados em investir na produção de vinhos e cafés de qualidade, e a novidade mais recente são as frutas vermelhas

16 de maio de 2019 às 01h22

De Vitória da Conquista (BA)

Modelo de negócio relativamente novo no Brasil, o agroturismo desponta como atrativo promissor na Chapada Diamantina (BA), conhecida por suas cachoeiras, cânions, morros, grutas, trilhas e biodiversidade natural que atraem turistas nacionais e internacionais.

O estímulo maior vem da cidade de Mucugê, cidade de pouco mais de 9 mil habitantes que só este ano, segundo a prefeitura, já atraiu para suas áreas rurais mais de mil turistas de vários estados do Brasil, sobretudo do Sudeste.

Nos últimos anos, o campo em cidades da Chapada como Mucugê tem sido alvo de interessados em investir na produção de vinhos e cafés de qualidade, e a novidade mais recente são as frutas vermelhas – morango, framboesa, amora preta e pitaia.

A visão empreendedora tem percebido não só o potencial para produções agrícolas que se desenvolvem melhor em estados do Sul e Sudeste do Brasil como também para empreendimentos de luxo com vistas a atrair turistas para essas áreas.

É o que ocorre, por exemplo, na Fazenda Progresso, de produção de cafés especiais e batata, na zona rural de Mucugê. Por lá está em construção um dos maiores empreendimentos da região: um complexo que reunirá hotel, restaurante e vinícola.

Com investimento estimado em R$ 50 milhões, o complexo deve ficar pronto em dois anos. Para o final de 2020, está prevista a inauguração da vinícola junto com o restaurante e, no ano seguinte, virá o hotel, com 36 leitos.

O projeto do complexo é assinado pela arquiteta Vanja Hertcert, responsável por sofisticados projetos de turismo em vinícolas, como a Pousada Borghetto Sant’Anna e a Villa Michelon, ambos em Bento Gonçalves (RS).

Gestor do projeto, o empresário Fabiano Borré diz que a vinícola e o restaurante devem ser lançados junto com uma nova marca de vinhos de alta qualidade, os quais já estão em envelhecimento na Fazenda Progresso, no pé da Serra do Sincorá.

“Estamos produzindo vinhos experimentais, são vinhos que ficam uns dois anos guardados para serem levados ao mercado”, ele disse, informando em seguida que cultiva uvas de origem francesa numa área de 30 hectares, em expansão.

Os planos são para esse ano ampliar o cultivo de uva em 10 hectares e ano que vem mais 10. Assim, ele vai aproveitar toda a área de 50 hectares que deixou reservada para as parreiras.

Na Fazenda Progresso se cultiva uvas brancas nas variedades Sauvignon Blanc, Chardonnay e Riesling, e uvas tintas do tipo Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Petit Verdot.

Borré observa que o cultivo de uvas do tipo antes era considerado impensável para um estado nordestino, como a Bahia, já que elas são predominantes em áreas frias do Sul do Brasil, em países mais abaixo no hemisfério (como o Chile) ou na Europa.

Na Chapada, ele diz ter encontrado um território – ou “terroir”, como gosta de chamar – perfeito para produzir uvas viníferas de alta qualidade: altitude média de 1.150 metros, amplitude térmica de 10ºC durante o ano e 20ºC na época de maturação. Aliado a isso tem um solo fértil.

“As noites aqui, mesmo com dias mais quentes, são com temperaturas bem amenas, e não chove, temos um clima seco. Então, a qualidade a nossa uva aqui é algo que estamos vendo ocorrer, e pensamos também em cultivar uvas de mesa”, comentou.

Segundo Borré, no complexo em construção será possível fazer cursos sobre culinária, vinhos e cafés – o projeto inclui também uma cafeteria, em 500 hectares da fazenda é produzido o Café Latitude 13. Ano passado, foram colhidos 30 mil sacas de café.

“Queremos estimular o enoturismo, as pessoas querem ver a produção, sentir o cheiro do campo, fazer degustações e compras diretas, ao invés de ir a um supermercado. São experiências novas que estamos construindo”, disse.

Frutas vermelhas

Novas experiências é o que tiveram os turistas que já passaram por duas das cerca de 20 propriedades rurais de Mucugê que desde 2017 deixaram para trás outros cultivos, como de hortaliça, para produzir morango, amora preta, framboesa e pitaia.

No momento, são duas as propriedades que podem receber os turistas na região de Mucugê – as demais estão em processo de estruturação. Elas estão localizadas nas comunidades de Libânio, a 10 km da sede, e Capãozinho, a 38 km.

Na que fica localizada em Capãozinho, o dono, o produtor rural Uvilson Santos Oliveira, 45, disse que está construindo um restaurante para dar mais conforto aos turistas e fazer com que eles aproveitem melhor o dia no campo.

Oliveira conta que há dois anos produz frutas vermelhas. “Antes era só feijão, arroz, hortaliça, mas deixamos boa parte disso para as frutas vermelhas. Fiz cursos em São Paulo e Minas Gerais, vi que aqui tem potencialidade e está dando certo”, falou.

Clima da Chapada favoreceu à produção de frutas vermelhas (Divulgação)

Clima da Chapada favoreceu à produção de frutas vermelhas (Divulgação)

Na propriedade de apenas 8 hectares, ele tem cerca de 2.500 pés de amora. As outras culturas ele não sabe a quantidade certa, mas diz estar tendo boa produtividade em todas elas. Quatro pessoas da família trabalham no sítio e em épocas de colheita se contrata mais seis trabalhadores temporários.

Pelo sítio já passaram, segundo disse, mais de 500 turistas este ano, muitos do Sudeste do país. “Vieram aqui só para tirar a prova de que essas frutas vermelhas que eles só veem lá estavam sendo cultivadas mesmo aqui”, disse, rindo.

A presença do turista é aproveitada para comercialização direta de geleias, licores e frutas in natura ou congeladas. As geleias em potes de 250 gramas saem por R$ 15, e meio litro de licor por R$ 40. Não podem ser feitas colheitas nas visitas.

“Meu foco principal é a fruta congelada. Minha fruta é diferenciada, mando para Salvador, Feira de Santana, hoje eu não dou conta da encomenda. O pacote de meio quilo da amora preta sai por R$ 15, e a framboesa por R$ 25 o quilo”, afirmou.

As visitas são feitas de forma agendada por meio de guias turísticos locais, como Luís Basílio Novaes Ribeiro, que atua no ramo há 27 anos – ele tem 38 anos e preside a Associação de Guias de Visitantes de Mucugê, que tem 35 guias.

A quantidade de visitantes varia – tem vez que é uma pessoa só, ou um ônibus com até 30 pessoas. “O roteiro das frutas vermelhas está ocorrendo agora. Vem gente da Bahia também, para a maioria tudo isso aqui é uma grande novidade”, ele contou.

Nova rota do turismo baiano

Secretário Municipal de Agricultura de Mucugê, Tiago de Souza Profeta disse que a produção de frutas vermelhas teve o incentivo em Mucugê a partir de cursos do Sistema Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“A produtividade de amora preta tem potencial elevado, de mais de 4 quilos por planta”, disse, informando em seguida que está preparando outros produtores da região para receber turista e formatando o circuito das frutas vermelhas.

Até ano que vem, a meta é ter pelo menos dez produtores capacitados para receber os turistas. “Nossa produção de morango é muito boa aqui também, é o forte da agricultura familiar. Temos em torno de 90 produtores de morango”, informou.

“O turismo em área rural é algo fantástico, o turista que tem vindo para Mucugê está interessado em viver experiências, quer ver o morango, ver o fruto no pé, tomar um café ou suco na casa do produtor, coisas simples do campo, e com produtos de qualidade, saudáveis”, emendou.

O secretário Municipal de Turismo, Euvaldo Ribeiro, disse que o setor cresceu 20% nos últimos anos. Atualmente, a cidade está na categoria C no Mapa do Turismo, realizado pelo Ministério do Turismo.

A cidade evoluiu da categoria D para a C em 2018, o que permite receber mais recursos federais para eventos. E a evolução de categoria não ocorreu à toa. A cidade tem se preocupado em administrar melhor o setor e promovido a formalização dos estabelecimentos.’

Com auxílio do Sebrae, dezenas de informais de Mucugê já ganharam registro de microempreendedor individual (MEI). E quem já estava formalizado, passou a registrar em carteira de trabalho os funcionários, o que também contribuiu para profissionalizar o setor.

Com isso, o turismo da cidade passou a ser mais visto por órgãos do governo federal, como o extinto Ministério do Trabalho, a Receita Federal e próprio Ministério do Turismo.

O resultado é que de nove estabelecimentos de hospedagem registrados em 2014, quando foi feito o primeiro Mapa do Turismo, a cidade foi para 28, com 915 leitos.

Aliado a essa formalização, a prefeitura de Mucugê criou um calendário de eventos turísticos que movimenta a cidade o ano todo.

Começa com o Terno de Reis em janeiro, depois Carnaval, Semana Santa, aniversário da cidade, festival gastronômico, festival de corais, festival literário, desafio de mountain bike, festival de forró, corrida de rua e termina com Natal e Réveillon.

“Agora, com o agroturismo, queremos dar novo impulso a nossa cidade e promover nossas produções rurais de alta qualidade, incentivar os produtores e mostrar que as oportunidades estão aí para nos trazer desenvolvimento”, declarou o secretário.

Mês passado, Euvaldo Oliveira esteve com o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco para buscar apoio para a criação da Rota das Frutas Vermelhas e diversificar a atividade turística em Mucugê.

Para Fausto Franco, a região, que já destaque na produção de cafés premiados, será fortalecida também com a criação da rota para a Chapada Diamantina – na Bahia, há projetos também de turismo rural com as rotas do Cacau e do Café.

“A Chapada Diamantina é rica em belezas naturais, cultura e história. Mucugê é um dos principais destinos da região e tem buscado alternativas para combater a sazonalidade do turismo”, disse Franco.


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