-

Saiba os benefícios do uso do melaço da cana na fruticultura

Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% no custo da produção em relação ao uso de outros produtos.

14 de junho de 2019 às 22h09

De Vitória da Conquista (BA)

No processo de fabricação do açúcar cristalizado da cana se obtém um resíduo líquido popularmente chamado de melaço. Ele é uma mistura de sacarose e sais minerais, rico em potássio, cálcio e fósforo. Na culinária, é muito usado no consumo de carnes e queijos. E um bom uso dele está também na produção da fruticultura.

O engenheiro agrônomo Pedro Ximenes, que atua como consultor em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, grande produtora de manga e uva, explica que o melaço pode ser usado de duas formas na fruticultura: diretamente no solo, para favorecer a adubação, ou junto com produtos fitossanitários que em sua bula recomendam o uso do açúcar para atrair insetos.

“O uso direto no solo se dá por meio do que chamamos de fertirrigação. Para cada 200 litros de água, colocamos 5 litros do melaço. O fertilizante natural multiplica os microorganismos do solo, aumenta a vida microbiana, as plantas absorvem mais os nutriente e melhora a coloração das folhas e dos frutos”, ele disse.

Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% no custo da produção em relação ao uso de outros produtos.

O engenheiro agrônomo e consultor Pedro Ximenes (Divulgação/Agrovale)

O engenheiro agrônomo e consultor Pedro Ximenes (Divulgação/Agrovale)

O melaço, observa Ximenes, é uma boa alternativa ao açúcar no combate às pragas por meio do uso de produtos fitossanitários: “O adocicado do melaço atrai o inseto, favorecendo o controle. O inseto bebe o suco doce e ingere o produto. A dosagem recomendada é a de 5 litros por hectare, fazendo 5 aplicações por safra”.

O fruticultor Estevão Alves Ferraz, 47 anos, começou a usar o melaço em janeiro deste ano em suas plantações de manga, goiaba, acerola e uva. Tem gostado tanto dos resultados que já espalhou a novidade para outros produtores e até já dá assistência a pelo menos 40 produtores, orientando como faz, segundo informou.

“Os melhores resultados têm sido com a produção de uva. Melhorou muito no desenvolvimento da florada, pegou mais rápido e com mais volume”, comentou Ferraz.

Na região do Vale do São Francisco, o único fornecedor do melaço em larga escala é a usina Agrovale, cuja unidade fabril (ela produz açúcar e etanol) fica em Juazeiro, norte da Bahia. A empresa tem produção diária de 214 mil litros de melaço.

A maior parte do produto concentrado é destinada à produção de açúcar e etanol, e ainda em pequena escala, usado como alimentação animal associado ao bagaço hidrolisado. Da cana-de-açúcar são aproveitados ainda o açúcar, bagaço, torta de filtro, vinhaça, óleo fúsel, álcool bruto e levedura seca.

No processo de fabricação do açúcar cristalizado da cana se obtém um resíduo líquido popularmente chamado de melaço. Ele é uma mistura de sacarose e sais minerais, rico em potássio, cálcio e fósforo. Na culinária, é muito usado no consumo de carnes e queijos. E um bom uso dele está também na produção da fruticultura. O engenheiro agrônomo Pedro Ximenes, que atua como consultor em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, grande produtora de manga e uva, explica que o melaço pode ser usado de duas formas na fruticultura: diretamente no solo, para favorecer a adubação, ou junto com produtos fitossanitários que em sua bula recomendam o uso do açúcar para atrair insetos. “O uso direto no solo se dá por meio do que chamamos de fertirrigação. Para cada 200 litros de água, colocamos 5 litros do melaço. O fertilizante natural multiplica os microorganismos do solo, aumenta a vida microbiana, as plantas absorvem mais os nutriente e melhora a coloração das folhas e dos frutos”, ele disse. Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% em relação ao uso de outros produtos. O melaço, observa Ximenes, é uma boa alternativa ao açúcar no combate às pragas por meio do uso de produtos fitossanitários: “O adocicado do melaço atrai o inseto, favorecendo o controle. O inseto bebe o suco doce e ingere o produto. A dosagem recomendada é a de 5 litros por hectare, fazendo 5 aplicações por safra”. O fruticultor Estevão Alves Ferraz, 47 anos, começou a usar o melaço em janeiro deste ano em suas plantações de manga, goiaba, acerola e uva. Tem gostado tanto dos resultados que já espalhou a novidade para outros produtores e até já dá assistência a pelo menos 40 produtores, orientando como faz, segundo informou. “Os melhores resultados têm sido com a produção de uva. Melhorou muito no desenvolvimento da florada, pegou mais rápido e com mais volume”, comentou Ferraz. Na região do Vale do São Francisco, o único fornecedor do melaço em larga escala é a usina Agrovale, cuja unidade fabril (ela produz açúcar e etanol) fica em Juazeiro, norte da Bahia. A empresa tem produção diária de 214 mil litros de melaço. A maior parte do produto concentrado é destinada à produção de açúcar e etanol, e ainda em pequena escala, usado como alimentação animal associado ao bagaço hidrolisado. Da cana-de-açúcar são aproveitados ainda o açúcar, bagaço, torta de filtro, vinhaça, óleo fúsel, álcool bruto e levedura seca. De acordo com o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, a utilização do melaço na produção de frutas agrega valor às duas atividades e expande ainda mais os horizontes da fruticultura. “Os produtores só tem a ganhar com o aumento da produtividade e a qualidade das plantas e dos frutos, ampliando ainda mais o bom conceito que tem as frutas do Vale do São Francisco no Brasil e no mundo”, enfatizou. Denisson Flores destacou ainda que um percentual significativo dos subprodutos da cana é destinado ao projeto socioambiental da empresa através de doações a diversos segmentos sociais da região. “Em 2017 doamos mais de 600 toneladas de bagaço hidrolisado para associações de pequenos produtores rurais de Juazeiro e no ano passado também fizemos a doação de 80 mil toneladas de palhada para 15 mil pequenos produtores rurais de 10 municípios da região”, disse.

Amostra de melaço na área industrial da Agrovale (Divulgação)

De acordo com o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, a utilização do melaço na produção de frutas agrega valor às duas atividades e expande ainda mais os horizontes da fruticultura.

“Os produtores só tem a ganhar com o aumento da produtividade e a qualidade das plantas e dos frutos, ampliando ainda mais o bom conceito que tem as frutas do Vale do São Francisco no Brasil e no mundo”, enfatizou.

Denisson Flores destacou ainda que um percentual significativo dos subprodutos da cana é destinado ao projeto socioambiental da empresa através de doações a diversos segmentos sociais da região.

“Em 2017 doamos mais de 600 toneladas de bagaço hidrolisado para associações de pequenos produtores rurais de Juazeiro e no ano passado também fizemos a doação de 80 mil toneladas de palhada para 15 mil pequenos produtores rurais de 10 municípios da região”, disse.

Deixe um Comentário





-

Saiba os benefícios do uso do melaço da cana na fruticultura

Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% no custo da produção em relação ao uso de outros produtos.

14 de junho de 2019 às 22h09

De Vitória da Conquista (BA)

No processo de fabricação do açúcar cristalizado da cana se obtém um resíduo líquido popularmente chamado de melaço. Ele é uma mistura de sacarose e sais minerais, rico em potássio, cálcio e fósforo. Na culinária, é muito usado no consumo de carnes e queijos. E um bom uso dele está também na produção da fruticultura.

O engenheiro agrônomo Pedro Ximenes, que atua como consultor em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, grande produtora de manga e uva, explica que o melaço pode ser usado de duas formas na fruticultura: diretamente no solo, para favorecer a adubação, ou junto com produtos fitossanitários que em sua bula recomendam o uso do açúcar para atrair insetos.

“O uso direto no solo se dá por meio do que chamamos de fertirrigação. Para cada 200 litros de água, colocamos 5 litros do melaço. O fertilizante natural multiplica os microorganismos do solo, aumenta a vida microbiana, as plantas absorvem mais os nutriente e melhora a coloração das folhas e dos frutos”, ele disse.

Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% no custo da produção em relação ao uso de outros produtos.

O engenheiro agrônomo e consultor Pedro Ximenes (Divulgação/Agrovale)

O engenheiro agrônomo e consultor Pedro Ximenes (Divulgação/Agrovale)

O melaço, observa Ximenes, é uma boa alternativa ao açúcar no combate às pragas por meio do uso de produtos fitossanitários: “O adocicado do melaço atrai o inseto, favorecendo o controle. O inseto bebe o suco doce e ingere o produto. A dosagem recomendada é a de 5 litros por hectare, fazendo 5 aplicações por safra”.

O fruticultor Estevão Alves Ferraz, 47 anos, começou a usar o melaço em janeiro deste ano em suas plantações de manga, goiaba, acerola e uva. Tem gostado tanto dos resultados que já espalhou a novidade para outros produtores e até já dá assistência a pelo menos 40 produtores, orientando como faz, segundo informou.

“Os melhores resultados têm sido com a produção de uva. Melhorou muito no desenvolvimento da florada, pegou mais rápido e com mais volume”, comentou Ferraz.

Na região do Vale do São Francisco, o único fornecedor do melaço em larga escala é a usina Agrovale, cuja unidade fabril (ela produz açúcar e etanol) fica em Juazeiro, norte da Bahia. A empresa tem produção diária de 214 mil litros de melaço.

A maior parte do produto concentrado é destinada à produção de açúcar e etanol, e ainda em pequena escala, usado como alimentação animal associado ao bagaço hidrolisado. Da cana-de-açúcar são aproveitados ainda o açúcar, bagaço, torta de filtro, vinhaça, óleo fúsel, álcool bruto e levedura seca.

No processo de fabricação do açúcar cristalizado da cana se obtém um resíduo líquido popularmente chamado de melaço. Ele é uma mistura de sacarose e sais minerais, rico em potássio, cálcio e fósforo. Na culinária, é muito usado no consumo de carnes e queijos. E um bom uso dele está também na produção da fruticultura. O engenheiro agrônomo Pedro Ximenes, que atua como consultor em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, grande produtora de manga e uva, explica que o melaço pode ser usado de duas formas na fruticultura: diretamente no solo, para favorecer a adubação, ou junto com produtos fitossanitários que em sua bula recomendam o uso do açúcar para atrair insetos. “O uso direto no solo se dá por meio do que chamamos de fertirrigação. Para cada 200 litros de água, colocamos 5 litros do melaço. O fertilizante natural multiplica os microorganismos do solo, aumenta a vida microbiana, as plantas absorvem mais os nutriente e melhora a coloração das folhas e dos frutos”, ele disse. Geralmente são aplicados 25 litros por hectare durante uma safra. No Vale do São Francisco, onde é usado há pelo menos cinco anos, o melaço da cana permitiu aumento da produtividade em 12 a 15%, principalmente nos pomares de uvas, e com economia de 20% em relação ao uso de outros produtos. O melaço, observa Ximenes, é uma boa alternativa ao açúcar no combate às pragas por meio do uso de produtos fitossanitários: “O adocicado do melaço atrai o inseto, favorecendo o controle. O inseto bebe o suco doce e ingere o produto. A dosagem recomendada é a de 5 litros por hectare, fazendo 5 aplicações por safra”. O fruticultor Estevão Alves Ferraz, 47 anos, começou a usar o melaço em janeiro deste ano em suas plantações de manga, goiaba, acerola e uva. Tem gostado tanto dos resultados que já espalhou a novidade para outros produtores e até já dá assistência a pelo menos 40 produtores, orientando como faz, segundo informou. “Os melhores resultados têm sido com a produção de uva. Melhorou muito no desenvolvimento da florada, pegou mais rápido e com mais volume”, comentou Ferraz. Na região do Vale do São Francisco, o único fornecedor do melaço em larga escala é a usina Agrovale, cuja unidade fabril (ela produz açúcar e etanol) fica em Juazeiro, norte da Bahia. A empresa tem produção diária de 214 mil litros de melaço. A maior parte do produto concentrado é destinada à produção de açúcar e etanol, e ainda em pequena escala, usado como alimentação animal associado ao bagaço hidrolisado. Da cana-de-açúcar são aproveitados ainda o açúcar, bagaço, torta de filtro, vinhaça, óleo fúsel, álcool bruto e levedura seca. De acordo com o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, a utilização do melaço na produção de frutas agrega valor às duas atividades e expande ainda mais os horizontes da fruticultura. “Os produtores só tem a ganhar com o aumento da produtividade e a qualidade das plantas e dos frutos, ampliando ainda mais o bom conceito que tem as frutas do Vale do São Francisco no Brasil e no mundo”, enfatizou. Denisson Flores destacou ainda que um percentual significativo dos subprodutos da cana é destinado ao projeto socioambiental da empresa através de doações a diversos segmentos sociais da região. “Em 2017 doamos mais de 600 toneladas de bagaço hidrolisado para associações de pequenos produtores rurais de Juazeiro e no ano passado também fizemos a doação de 80 mil toneladas de palhada para 15 mil pequenos produtores rurais de 10 municípios da região”, disse.

Amostra de melaço na área industrial da Agrovale (Divulgação)

De acordo com o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, a utilização do melaço na produção de frutas agrega valor às duas atividades e expande ainda mais os horizontes da fruticultura.

“Os produtores só tem a ganhar com o aumento da produtividade e a qualidade das plantas e dos frutos, ampliando ainda mais o bom conceito que tem as frutas do Vale do São Francisco no Brasil e no mundo”, enfatizou.

Denisson Flores destacou ainda que um percentual significativo dos subprodutos da cana é destinado ao projeto socioambiental da empresa através de doações a diversos segmentos sociais da região.

“Em 2017 doamos mais de 600 toneladas de bagaço hidrolisado para associações de pequenos produtores rurais de Juazeiro e no ano passado também fizemos a doação de 80 mil toneladas de palhada para 15 mil pequenos produtores rurais de 10 municípios da região”, disse.

Deixe um Comentário