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Bancada ruralista ameniza fala polêmica de ministro sobre a China

Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, afirmou na semana passada que o Brasil “não vai vender sua alma para exportar minério de ferro e soja”; para presidente da FPA, frase foi recurso de retórica

20 de março de 2019 às 18h43

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), amenizou as declarações feitas na semana passada pelo ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre as exportações para a China. Na ocasião, durante uma aula em um instituto de formação de diplomatas em Brasília, o chanceler afirmou que Brasil não vai vender sua alma para exportar minério de ferro e soja. O líder da bancada ruralista entende que não é vontade do Itamaraty tumultuar as relações com o principal parceiro comercial do país.

“Eu espero que isso seja levado pouquíssimo em consideração. Penso que é uma frase muito mais como recurso de retórica para uma explicação numa aula do que propriamente a vontade do Ministério das Relações Exteriores. Ninguém de nós pensa nem de longe fazer qualquer tipo de movimento para tirar de nós o cliente preferente, que é a China”, afirmou.

A China é a maior compradora de soja do Brasil. Na semana passada, Ernesto Araújo também questionou se a parceria com os asiáticos seria positiva para os brasileiros ou não. “Nós queremos vender soja e minério de ferro, mas não vamos vender nossa alma. Isso é um princípio muito claro. Querem reduzir nossa política externa simplesmente a uma questão comercial, isso não vai acontecer. De fato, a China passou a ser o grande parceiro comercial do Brasil e, coincidência ou não, tem sido um período de estagnação do Brasil.”

Em outro momento da aula magna no Instituto Rio Branco, o chanceler afirmou que “alguns querem que a política externa brasileira seja como um aquário. Querem ficar olhando aqueles peixinhos decorativos, inofensivos, dando comidinha para eles. Acho que nós devemos quebrar esse aquário e mergulhar no oceano, no oceano da realidade integral, com todos os seus perigos e maravilhas, onde a política externa não é um mero joguinho acadêmico, mas sim um combate pelo futuro da humanidade; um combate para saber se, no fim das contas, o homem será um ser vertical ou horizontal.”

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Bancada ruralista ameniza fala polêmica de ministro sobre a China

Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, afirmou na semana passada que o Brasil “não vai vender sua alma para exportar minério de ferro e soja”; para presidente da FPA, frase foi recurso de retórica

20 de março de 2019 às 18h43

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), amenizou as declarações feitas na semana passada pelo ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre as exportações para a China. Na ocasião, durante uma aula em um instituto de formação de diplomatas em Brasília, o chanceler afirmou que Brasil não vai vender sua alma para exportar minério de ferro e soja. O líder da bancada ruralista entende que não é vontade do Itamaraty tumultuar as relações com o principal parceiro comercial do país.

“Eu espero que isso seja levado pouquíssimo em consideração. Penso que é uma frase muito mais como recurso de retórica para uma explicação numa aula do que propriamente a vontade do Ministério das Relações Exteriores. Ninguém de nós pensa nem de longe fazer qualquer tipo de movimento para tirar de nós o cliente preferente, que é a China”, afirmou.

A China é a maior compradora de soja do Brasil. Na semana passada, Ernesto Araújo também questionou se a parceria com os asiáticos seria positiva para os brasileiros ou não. “Nós queremos vender soja e minério de ferro, mas não vamos vender nossa alma. Isso é um princípio muito claro. Querem reduzir nossa política externa simplesmente a uma questão comercial, isso não vai acontecer. De fato, a China passou a ser o grande parceiro comercial do Brasil e, coincidência ou não, tem sido um período de estagnação do Brasil.”

Em outro momento da aula magna no Instituto Rio Branco, o chanceler afirmou que “alguns querem que a política externa brasileira seja como um aquário. Querem ficar olhando aqueles peixinhos decorativos, inofensivos, dando comidinha para eles. Acho que nós devemos quebrar esse aquário e mergulhar no oceano, no oceano da realidade integral, com todos os seus perigos e maravilhas, onde a política externa não é um mero joguinho acadêmico, mas sim um combate pelo futuro da humanidade; um combate para saber se, no fim das contas, o homem será um ser vertical ou horizontal.”