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Bolsonaro pede ao Congresso para não deixar decreto das armas morrer

Propostas que ainda serão votadas no Senado e na Câmara, se aprovadas, derrubam novas diretrizes para acesso a armamento

18 de junho de 2019 às 21h33

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um apelo, durante o anúncio do Plano Safra 2019/2020 nesta terça-feira, dia 18. Diante de uma plateia lotada, com mais de 700 pessoas do setor agropecuário e políticos no Palácio do Planalto, ele pediu o apoio de deputados e senadores para manter a validade dos decretos que mudaram as regras para posse e porte de armas no país.

A medida era uma das principais promessas de campanha de Bolsonaro e atendia a uma demanda do agro. Mas o Congresso Nacional analisa projetos que tentam suspender os efeitos desses textos. As propostas ainda precisam ser votadas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Se aprovadas, derrubam as novas diretrizes para acesso ao armamento no país e voltam a valer o antigo regramento.

“O Senado e Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos, por decreto, o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrer na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quão difícil é produzir nesse país, e a segurança tem que estar acima de tudo”, destacou Bolsonaro.

Mais tarde, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), discutiu o assunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que participou da tradicional reunião-almoço da bancada do agro. Moreira destacou a importância dos decretos para a população rural e afirmou que o Congresso Nacional pode revogar apenas parte desses textos, sinalizando que trabalhará para manter o direito aos moradores das áreas rurais.

“É de fundamental importância no campo a possibilidade de a pessoa, dentro da sua propriedade ter direito à posse, porte e transporte, andar na propriedade com a arma, porque está em lugar isolado, não tem defesa, o Estado não é capaz de prover a segurança dele e, portanto, não é justo não ter acesso a arma, quando o bandido tem acesso a arma onde ele quiser a hora que quiser. O que é preciso é ser rígido com a regulamentação disciplinar do uso das armas. Utilizá-la mal significa não ter acesso a arma nunca mais na vida. Gostaria que essa questão das armas não tivesse a contaminação ideológica para não termos as decisões rasas. Talvez o decreto não seja um decreto que possa ser aprovado por inteiro no Senado, mas se aprova aquilo que pode e é bom. Negar  por negar, para oferecer derrota política, será uma derrota para grande parte da sociedade que gostaria de ter acesso e não terá. Acho que senadores terão sensatez para aprovar a parte dele que eles achem que é bom”, afirmou.

Foto: Marcos Corrêa/PR

Foto: Marcos Corrêa/PR

 

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Bolsonaro pede ao Congresso para não deixar decreto das armas morrer

Propostas que ainda serão votadas no Senado e na Câmara, se aprovadas, derrubam novas diretrizes para acesso a armamento

18 de junho de 2019 às 21h33

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um apelo, durante o anúncio do Plano Safra 2019/2020 nesta terça-feira, dia 18. Diante de uma plateia lotada, com mais de 700 pessoas do setor agropecuário e políticos no Palácio do Planalto, ele pediu o apoio de deputados e senadores para manter a validade dos decretos que mudaram as regras para posse e porte de armas no país.

A medida era uma das principais promessas de campanha de Bolsonaro e atendia a uma demanda do agro. Mas o Congresso Nacional analisa projetos que tentam suspender os efeitos desses textos. As propostas ainda precisam ser votadas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Se aprovadas, derrubam as novas diretrizes para acesso ao armamento no país e voltam a valer o antigo regramento.

“O Senado e Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos, por decreto, o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrer na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quão difícil é produzir nesse país, e a segurança tem que estar acima de tudo”, destacou Bolsonaro.

Mais tarde, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), discutiu o assunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que participou da tradicional reunião-almoço da bancada do agro. Moreira destacou a importância dos decretos para a população rural e afirmou que o Congresso Nacional pode revogar apenas parte desses textos, sinalizando que trabalhará para manter o direito aos moradores das áreas rurais.

“É de fundamental importância no campo a possibilidade de a pessoa, dentro da sua propriedade ter direito à posse, porte e transporte, andar na propriedade com a arma, porque está em lugar isolado, não tem defesa, o Estado não é capaz de prover a segurança dele e, portanto, não é justo não ter acesso a arma, quando o bandido tem acesso a arma onde ele quiser a hora que quiser. O que é preciso é ser rígido com a regulamentação disciplinar do uso das armas. Utilizá-la mal significa não ter acesso a arma nunca mais na vida. Gostaria que essa questão das armas não tivesse a contaminação ideológica para não termos as decisões rasas. Talvez o decreto não seja um decreto que possa ser aprovado por inteiro no Senado, mas se aprova aquilo que pode e é bom. Negar  por negar, para oferecer derrota política, será uma derrota para grande parte da sociedade que gostaria de ter acesso e não terá. Acho que senadores terão sensatez para aprovar a parte dele que eles achem que é bom”, afirmou.

Foto: Marcos Corrêa/PR

Foto: Marcos Corrêa/PR